17 de julho de 2010

Um dia a gente aprende que...

...Amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte...

 William Shakespeare

18 de junho de 2010

A Felicidade das Borboletas

 Olá! Meu nome é Marcela. Tenho 9 anos e hoje é um dia muito, muito, muito especial para mim! Sabe, eu estudo balé e daqui a pouco vou me apresentar pela primeira vez. Minha mãe disse que estou linda! Minha fantasia é de borboleta e a música que eu vou dançar faz a gente sentir como se estivesse voando!
Eu sei que a platéia está cheia, pois posso ouvir muitas pessoas se movimentando, conversando. São nossos pais e amigos que vieram assistir à nossa apresentação. Eu nunca tinha estado em um lugar com tanta gente antes! E, imagine só, todos vão me ver dançar!
Há um ano, quando pedi a minha mãe que me levasse até uma academia de dança, todo mundo achou estranho. Mas a música é tão maravilhosa e me faz sentir tão bem, que logo ela concordou. 
Minha professora é muito especial. Ela me apresentou às outras crianças, explicou como poderiam me ajudar a ser uma bailarina e hoje elas são minhas melhores amigas... 
No mês passado, quando eu perguntei o que era uma borboleta, minhas amigas trouxeram muitas para mim. Colocaram as borboletas nas minhas mãos, fizeram com que eu sentisse suas asas delicadas e depois me ajudaram a soltá-las... E eu sei que elas voaram para bem longe, felizes e livres. 
Eu sei disso porque há coisas muito especiais, que só se vêem com o coração; por exemplo, a felicidade das borboletas... e crianças especiais, como eu, que vêem tudo com o coração. 
E agora chegou nossa vez. Eu e minhas amigas.  Vamos entrar no palco e dançar a dança das borboletas, só queria que todas as pessoas que estão na platéia pudessem sentir o que eu sinto: a felicidade das borboletas, que, mesmo sem as poder ver com os olhos, posso enxergar a felicidade, no coração de cada uma de nós, um sentimento tão especial que é capaz de nos fazer voar, livres como borboletas.  para mim, a mesma que elas dançaram, quando nós dançarmos,
Marcela nasceu cega. Nunca viu o pôr-do-sol ou as cores de um jardim florido... Mas conhece o sorriso de seus pais e o abraço de seus amigos, pois Marcela é muito querida e amada. Como toda criança, Marcela gosta de brincadeiras, de boneca, de bicicleta, de parquinho, de música, de piscina e muito mais. E, também como toda e qualquer criança, precisou de ajuda para ganhar confiança, para aprender coisas novas. Graças a todo esse amor, a cada dia que passa, desenvolve novas habilidades. E Marcela tem muitas, como a de enxergar a felicidade com o coração!

Patrícia Engel Secco

4 de junho de 2010

Ainda espero..

Me perdi de novo.
Meus sonhos voaram para longe, os meus super-heróis viajaram. Estou só.
Pensei em não te machucar, em ficar parada, em silêncio pra ver se o seu olhar expressava que consegui esconder o meu medo; mas não me contive, peguei na sua mão, meus dedos suavemente percorreram os seus e gritavam aflitos afim de que você tirasse-os da solidão, o que eu via era muito mais do que toques, o suor do tremor interno, pulsante também estava ali, poderia não significar nada, e mesmo o nada é algo importante, ao menos para mim.
Vejo a sua mão dobrar, e meio que como um consolo apertou a minha, o meu ar acabou e o nada com o tudo que viria após o minuto vazio me tomaram, e o temor não era mais pelas mãos, e sim pelos olhos que frios não olhavam pra mim.

Olhei-te, mas tu não me olhas-te; aguardei com o relógio do pulso os milênios que se passaram em minutos vividos, a resposta que não veio e ainda aguardo; quando você virou não me viu, ao seu lado estava um poste, que com seus olhos ofuscantes te olhava, mas você nem sabia o que neles se guardavam. A resposta não foi dita, olhar não correspondido e o aperto não significava mais do que educação.
Triste história inacabada, de uma página que não foi virada, de um tempo que se chama agora e torna infinito o som dos martelos vermelhos, que batem como loucos que lutam por uma causa sem som. É só o que eu ouço, é só o que me atrái. Triste sensação que me alimenta a alma.
Posso eu livrar-me da dor? é mais real que o toque, que o beijo, que o corpo, que o seu amor. Se puder, me tires daqui!

14 de maio de 2010

Flor..

Me diga Flor... de onde vem o teu perfume? acaso vem do interior do brilho do sol que te alumia? porque se for de lá que recebes o odor que tens, quero banhar-me no brilho que te toca sem desdém e acalentar-me no pavio que vai e vem, olhando em seus olhos enquanto você sorria.
Me diga Flor... acaso teu frescor vem do mar? banhar-me-ia nessas águas se disseres que é de lá, das ondas que vem e vão e na ressaca repousas, em um surto de mornidão no caso de o astro fervente nela tocar, ao fingir que vai dormir, mas na verdade vai acordar.
Me diga Flor... ontem te vi dançar, ensina-me os passos e mostra-me como usar, as asas do vento que sopra ao seu cabelo levar, e sem se esmorecer, ajuda a tecer a partitura do som que não te deixas desistir de nas cifras bailar? Posso eu competir com a graça dos movimentos insertos, armonicamente concretos, suavemente levados pelo impulso de adorar?
Me diga Flor... o brilho que tens acaso é da lua, ao tocar no mar tão tenre e crua? Posso medi-la para saber se é do tamanho da tua, aquela que dentro de ti diz: continua! e que te faz parar e dizer: sou sua!? Se me disseres que sim, certamente me alegrarei, e sem motivo algum direi o motivo do E.
Me diga Flor... o E te disse o motivo de tê-lo? Talvez devesse vÊr o sentido do sEr, quando tento dizer, que Especial é aquele que crÊr que, dentro de vocÊ existe muito mais que uma razão para vivEr, e que é Emocionante entrar em uma atmosfera de Encantos que ao parEcer instrasponível, te leva a vEncer, Flor.
Me diga Flor... Posso te descrever? és tão meiga assim por brilhar, ou porque fazes teatro, dança, correr ou gritar? Banhas-se em algodão ou o veludo por ser botão, em suas pétalas foram postos para abraçar? Diz de cor, de jeito, de som, de feito; ages, repartes, encantas e sentis, seu choro é orvalho ou derramas desejos? Entregues manejos aflitos então, te fasso um pedido me dês sua mão, cantas comigo, me ensinas a sorrir, me levas além dos sonhos, por entre os recados que escrevestes, eu li. Me fazes um queijo desejo aprender, se sei o que é amizade, desejo reler; me mostras o chão e o lado direito, eu quero vencer e conselhos aceito, levante-se comigo vamos brindar, um novo recomeço, eu sento e me esqueço desejo andar, olhai o silêncio talvez não dê tempo do dia e da hora, ou neste momento, de quem sabe dizer que o K é saudade de um tempo que não se foi, e vem o depois de te ver passar e correndo ao seu encontro gritar "amiga"!
Me diga Flor... esquentas?

Retrato

Olhei-te, forte retrato na parede, sinto-me como um sonho, que ao ser interrompido por um subto resmungo, deseja voltar, em um sono arranjado. Desastre, perdi-o.
Vejo o céu acima dos teus olhos, sempre claro, risonho, olhais para cima, canto. Algo urrou, não foi o lobo, não foi o vento ou relâmpago, foi a árvore, tão firme, densa, robusta forma revelada em tinta terra; andas imóvel na excelente expectativa do conto, do tático; seguras um simbolo de trabalho e rigidez, cavas um sonho, enterras um ponto. Quão extenso segredo esconde o seu interior, quão formoso sorriso do suor escoa.
Vejo um tom, não é rosa, nem verde, não é morto ou frio, mas revela o sim, quente sensação de vida entre as árvores, feliz realidade escondida atrás de traços longos e fortes, móvel e cheio passou, está e voltará, porque se a aurora encanta, essa imagem destranca um ato cego de olhar; vejo dez traços, nove pontos de encontro e um só chão.
Movimento no imóvel objeto, que decorar é o fútil significado. Frenesi interno, iniciou-se o êxtase, forte debate a corrente de intrigações formada no desejo de surrealizá-lo, célebre encontro entre a idéia e o ser, os tantos olhares expressam a sua multiformedade. Quem o retratou só queria repousar.

Bernini

Giovanni Lorenzo Bernini nasceu em Nápoles no seio de uma família florentina, filho de Pietro Bernini, escultor maneirista. Cedo acompanhou o pai a Roma, onde suas precoces habilidades de prodígio logo foram notadas pelo pintor Annibale Carracci e pelo papa Paulo V começando assim a trabalhar como artista independente. Seus primeiros trabalhos foram inspirados por esculturas helenistas e romanas existentes, que pôde estudar em detalhe.
Virtuosismo e imitação do mundo eram os dotes do escultor, mas foi o gênero de retratos ou bustos que fez sua fortuna. Por toda sua vida retratou papas, reis, nobres, personagens mais importantes e influentes de seu tempo.









                                                          The Rape of Proserpina

                                                               Apollo and Daphne




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